November 10, 2009

blue-eyes-boy

Às vezes escaldamo-nos de tal forma que morremos para o mundo, ou para certas partes do mundo. Ora, eu entrei em hibernação durante longos tempos. Homens, o que é isso? Pusessem-me o Johnny Depp à frente que nem assim eu arrebitava desta latência. No entanto, há sempre um momento em que se reacorda, se abrem os olhinhos e se repara no que nos rodeia. Ou então é ao contrário: há ali qualquer coisa por perto que nos impele a esbugalhar os olhos. 'Ah, que maravilha!', pensam todos. Seria, sim senhora, se o motivo que nos trouxe à vida de novo não tivesse colado a ele um enorme sinal proibido. E se é sabido que o fruto proibido é o mais apetecido, há aquelas pessoas (leia-se: eu) que vão além disso e não resistem a passear à beirinha do abismo e a espreitar lá para baixo de vez em quando. 

Dizia-me um amigo, há uns anos, que eu tinha o botão da sedução sempre ligado, que me corria nas veias e era mais forte que eu. E mesmo assim um dia ele desligou-se. Então e agora que voltou ao activo em todo o seu esplendor, eu tenho que fingir indiferença? Sim, eu finjo muito bem. Mas é isso que quero? Não é.

E depois o dia hoje começou mal, antevêem-se uns problemazitos durante os próximos dias e o que é que me faz esquecer fúrias e incompetências? Qual chá de tília, qual quê? Basta-me ver de raspão aqueles olhos azuis que o mundo em redor desaba e tudo quando é pensamento mau desaparece. É certo que surgem alguns pensamentos pecaminosos, mas essa é outra conversa.

Pronto, por tudo isto vou ali fingir indiferença e fazer de conta que não é nada comigo... ora, pois claro... é que é mesmo isso...

continuamos nas reticências ou da importância da sua localização

'Faço questão de passar no gabinete...será um prazer...'

Se umas simples reticências a seguir à palavra reunião deram origem a meia dúzia de linhas, umas reticências a seguir à palavra prazer davam para escrever um tratado...

November 9, 2009

a importância das reticências

O mail chegou. Assunto: 'Reunião'. Ela bate palminhas quando vê o remetente, e executa uns movimentos estranhos algures entre a dança da chuva e uma fuga desesperada a um enxame. Demora para aí 15 minutos a escrever a resposta que, basicamente, dizia que a reunião podia ser na quinta às 18. Está bem que as palavritas são poucas, mas há que as medir bem e confirmar se os pontos, vírgulas e afins estão todos no sítio. Não há cá lugar a falhas. Afinal é a primeira (e se calhar única) reunião a dois, as oportunidades não são para desperdiçar. E, na hora em que carrega no send repara que o assunto não é:

'Reunião'

é antes

'Reunião...'

Se vocês são homens perguntam: 'E qual é a diferença? O moço carregou no ponto final três vezes sem dar conta... Olha a grande coisa!'

Se são mulheres, como ela, dissertam sobre os três pontinhos... Sim, porque entre 'reunião' e 'reunião...' existe uma diferença imensa. 'Reunião' significa um encontro de trabalho. Ponto final. 'Reunião...' pode significar tudo. O que é que ele quis dizer ao escrever aqueles três pontitos? Sim, porque as reticências não estão ali por acaso. Se só queria uma reunião não escrevia os '...'. Será que há cafézinho depois da reunião? Será que há cinema depois da reunião? Será que há toques de mãos casuais, sem o serem, durante a reunião? Será que haverá efectivamente reunião? Convirá marcar a reunião num sítio isolado onde nunca ninguém vai?

(ser mulher é muito complicado, não há nada a fazer quanto a isto...)

é o que dá ter uma grande capacidade de adaptação

Eu não tenho borboletas na barriga, que isso é coisa primaveril e o frio anda por aí à espreita. Eu tenho um novelo que cresce  a olhos vistos e que a continuar assim me vai transformar num balão, mais dia menos dia.

November 6, 2009

de como eu me conheço tão bem

Vou passar o fim-de-semana descontraidamente e a partir de segunda hei-de estar coladinha ao mail, a fazer refresh de 5 em 5 minutos.

November 5, 2009

o anjinho e o diabinho que moram em mim

Diabo: Faz os que te apetece e ponto final.
Anjo: Porta-te bem, já tens idade para isso.
Diabo: Já sabes que não te apaixonas a cada virar de esquina, por isso é aproveitar quando acontece.
Anjo: Achas que faz algum sentido aquilo em que te estás a meter?
Diabo: Vive o hoje, sabes lá como vai ser o amanhã.
Anjo: Já sabes que no final de contas daí não há-de vir nada de bom.
Diabo: Já encontraste mais alguns olhos assim ao longo da tua vidinha?
Anjo: O que conta é o que está escondido lá dentro.
Diabo: E mesmo aquilo que não se vê promete. Tu até sabes que raramente te enganas nessas coisas.
Anjo: Já reparaste bem nos amigos dele?
Diabo: Quem é que te interessa afinal: ele ou os amigos?
Anjo: Uma vez na vida foge do politicamente incorrecto e segue as regras.
Diabo: Nunca seguiste a norma, por que é que há-de ser agora?
Anjo: Ele não tem nada em comum contigo.
Diabo: Vocês não se reencontraram este tempo todo depois por mero acaso, não desperdices esta oportunidade, que de certeza que não se vai repetir.
Anjo: Mostra que és adulta e responsável.
Diabo: Há lá coisa melhor do que sentires-te adolescente outra vez.
Anjo: Pensa nas consequências.
Diabo: Lembra-te dos olhos azuis...

...
...

é de pessoas assim que eu gosto

Tinha uma reunião com gente importante e cinzenta, precisava de um portátil e o dele estava avariado. Levou o Magalhães do puto. 

Quando lhe perguntei pela reacção dos colegas de reunião respondeu: "Riram-se, mas eu quero lá saber! Aquilo é um maquinão!"

das coisas que ninguém deseja

Ter um vizinho de cima que acha que é um génio saxofonista.

November 3, 2009

para daqui a uns tempos (se for preciso)

Este post é só mesmo para eu me lembrar que hoje tive perfeita noção do precipício.
Assim, se daqui a uns tempos andar a dar com a cabecinha na parede, não terei razões para dizer "Como é que eu me fui meter nesta confusão?", porque tive plena noção do que poderia vir a acontecer. 

inspira, expira... mas hoje é mesmo mais suspira 

November 1, 2009

era um bocadinho de frio, faxavor

Será que a chuva podia ir embora e podia vir um bocadito de frio? Não faço questão que a Primavera em tempo de Outono se vá embora, mas se tem mesmo que ser, que a chuva fique em standby mais umas semanas e que as temperaturas baixem para eu poder usar os lenços, écharpes e cachecóis que vieram comigo de Istambul. Agradecida.

se o texto que acabei de enviar for aceite...

... sou um génio.

(não estou muito convencida do sucesso da coisa, mas daqui a um mês já haverá novidades)

October 28, 2009

o Sol que brilha cá dentro

Se durante muito tempo tive (muita!) razão de queixa de uma das pessoas com quem trabalhava, neste momento só me ocorre dar pulinhos de contente por, ultimamente, me cruzar quase todos os dias com pessoas que valem mesmo a pena. Não há fome que não dê em fartura, é o que é. Que assim continue.

Se muitas pessoas sentem que a sua capacidade de trabalho vai por água abaixo quando a vida sentimental anda pelas ruas da amargura, eu funciono ao contrário: sei que a minha vida pessoal passa a ser nula (ou abaixo disso) quando o lado profissional anda triste e amargurado. Ora, andando eu feliz e contente profissionalmente, dou comigo a olhar em redor e a ver pessoas interessantes em quem nunca antes tinha reparado. (É certo que em algumas eu não devia reparar, mas se assim fosse não seria eu, que eu gosto é do que não devia e do que não interessa a mais ninguém!).

O Verão que se faz sentir cá fora também mora dentro de mim.
Ando morta de cansaço, a adormecer no sofá com o portátil em cima das pernas e um artigo nas mãos, mas feliz.

October 23, 2009

a actriz que habita em mim

Tive a primeira prova de fogo e sobrevivi.

E agora brindemos à minha capacidade de fingir indiferença.

memórias turcas III

Ele ofereceu-me um recuerdo (um alfinete que o próprio espetou no meu casaquinho, quase à revelia) e quis tirar uma fotografia.

October 22, 2009

memórias turcas II

Ele ameaçou matar-se se eu não voltasse para trás.

memórias turcas

Ele perguntou-me quantos maridos tinha.

October 16, 2009

mais uma

quase a dizer adeus

October 15, 2009

dança do ventre... em Istambul

October 11, 2009

pronto, já visitei um harém

olá de Istambul


October 6, 2009

coisas do demo

Eu bem disse que se avizinhavam tempos difíceis...

A única coisa que me ocorrer dizer é:
"E não nos deixeis cair em tentação."

October 4, 2009

no fundo da gaveta

Sei lá quantos meses depois (para aí dois anos e tal) clico no link e entro nos domínios virtuais de alguém que um dia entrou no meu mundo real. Leio, sem grande entusiasmo, e salvo raríssimas excepções, não reconheço o estilo que me piscou o olho na altura. Ou estou esquecida, ou mudei eu, ou mudou ele, ou mudou tudo, que me parece a razão mais provável.

Há uns longíquos dois anos achei-o a pior pessoa do mundo. Na altura, possuída pela fúria e pela raiva, se me tivessem dado oportunidade, tinha-lhe dado umas valentes dentadas. Bom, dentadas das más, que das boas dei. Ora aí está uma das poucas boas recordações que o rapaz me deixou... Adiante. Hoje até tenho pena do moço. Apanhou-me numa fase especialmente má (a pior de todas, diga-se em abono da verdade!) e eu, qual granada, explodi-lhe nas mãozinhas. Cada um usou o outro em seu proveito, e cada um acusou o outro do pior que pôde e da maneira mais mesquinha de que se lembrou. E é nestes momentos que eu penso a maravilha que é estas coisas acontecerem com quem está longe e que se sabe que nunca mais se vai ver. Um descanso.

parêntese

Poder falar com alguém sem estar a fazer uma triagem do que dizível é das melhores coisinhas que me pode acontecer. É a terapia perfeita. Não querer impressionar ninguém, não ter a preocupação de querer deixar uma boa imagem. Ser quem se é e ponto final. Sem floreados, sem adornos cor-de-rosa e sem esbater as esquinas. E ele ouvia-me com um sorriso que a dada altura me pareceu ligeiramente preocupante. Depois perguntou-me se era sempre assim, se me mostrava sempre transparente com o mesmo desprendimento. Que não, que o haver um prazo, o haver um não-futuro-certo, o estar a viver um momento que mais não é que uma bolha no tempo e no espaço me despe de carapaças e me liberta. 

e pronto, já estou por cá...

... mas de hoje a oito já andarei a deambular por Istambul. 

Ai, vida complicada esta!

October 2, 2009

não é que já não soubesse,

mas ser uma viajante solitária tem muito que se lhe diga...


October 1, 2009

não podia ir embora sem tirar esta fotografia

é em Viena, como podia ser noutro sítio qualquer (não resisto a aquários)


September 30, 2009

lei de Murphy

Fui ao Prater, entrei na roda gigante e a máquina fotográfica ficou, imediatamente, sem bateria.


(Amanhã volto lá! 
As fotos tiradas com a polaroid (faz de conta, é Fuji) ficaram lindas de morrer.)

September 27, 2009

Rosa@Viena penthouse (esta semana promete)





Mas agora queria era saber os resultados das eleições. Estou roídinha por não ter podido votar.

fui eu que disse que não tinha vontade de fazer as malas? já estou (feliz e animada) em Viena


September 26, 2009

não me apetece nada fazer a mala...

a Eslovénia é, decididamente, um destino a repetir

September 25, 2009

depois de uma tarde a deambular por Liubliana, só me ocorre dizer:

há homens muito, mesmo muito bonitos por estes lados.


Posso ficar mais uns dias?

September 23, 2009

os eslovenos são simpáticos e afáveis, mas os sinais de trânsito deles deixam-me com a pulga atrás da orelha



September 15, 2009

tenho cá para mim que estou a receber sinais divinos

Vou navegar no 'Prince of Venice'.

onde é que está o príncipe?

No espaço de 4 meses é a segunda vez que tenho um jantar de gala num castelo.

September 12, 2009

a dormir 5 horas por noite, podia ser pior!

Ando a trabalhar com uma escrava. Em Agosto só não fui à universidade uma semana: fiquei a trabalhar em casa! Se bem me lembro, este Verão devo ter ido à praia umas 4 vezes (hora e meia a duas horas de cada vez). Não tenho memória de outro Agosto assim. Não me queixei na altura (nem agora!), soube-me bem, deu-me prazer. Descobri que trabalhar em Agosto num departamento deserto é sinónimo de produtividade, e palpita-me que é experiência a repetir. O problema é que agora estou a acusar o cansaço acumulado. E tenho 3 artigos para escrever em semana e meia. Desta vez não deixei ficar tudo para o último dia porque me apeteceu. Foi simplesmente porque antes destes três existiram outros que me ocuparam o tempo. O que me mantém alegre e animada é o roteiro que me espera entre as últimas semanas de Setembro e Outubro:

Liubliana --> Viena --> Bratislava --> Istambul

Vou mazé regressar aos artigos que o tempo é curto e quero ir para fora com as tarefas todas terminadas, que eu quero é aproveitar para tirar muitas fotos e descansar (=cansar-me de tanto passear)!

(Eu, tão dada ao banho turco, vou finalmente fazer banho turco na Turquia, oh yeahhhh!)

September 11, 2009

fá-lo-emos

Tenho aversão a erros ortográficos. Um, de vez em quando, por distracção, ou por outra razão qualquer, não traz mal ao mundo, e é desculpável*. Dar erros ortográficos de forma sistemática arrepia-me todos os pelinhos do corpo.

Tive um namorado que escrevia mal, muito mal. Umas vezes acertava, a maior parte das vezes não. Para ele a escrita era tipo totoloto, e o moço revelou não ser muito sortudo. Sempre que me deparava com mais uma calinada, dava comigo a pensar 'continuas com ele, daqui a uns tempos têm filhos e depois quem é que os ajuda com os trabalhos de casa? A criatura já não faz nada em casa e não é aí que vai ajudar, porque eu não lhe permito que ensine tamanhas barbaridades aos meus futuros rebentos!' A relação teve pernas curtas, como era de prever (a previsão não estava relacionada com a ortografia e a construção frásica, mas vamos acreditar que acabei com um namorado porque ele escrevia mal. Sempre é uma razão mais romântica do que a verdadeira).

Lembrei-me dos erros ortográficos porque ontem recebi um mail carregadinho deles (mail vindo de alguém que se acha um supra-sumo). Mas aquele que me fez rir a bandeiras despregadas foi o: FALO-EMOS. O que é isto? Um sinónimo de pénis-emos? Saberá a criatura que escreveu tal coisa, o significado que 'falo' pode ter? Ou será que o engano acidental terá alguma explicação mais profunda? O que o Freud se ia divertir à custa do falo-emos e, não se divertindo ele, divirto-me eu.

*sim, sim, de vez em quando também me batem à porta.

está decidido: nunca mais a convido para nada

- Passas cá em casa amanhã à tarde, lanchamos e pomos a conversa em dia.
- Ah, não sei se o João pode, mas eu pergunto-lhe e depois aviso-te!
- Ai, desculpa, esqueci-me que já tinha outra coisa combinada. Depois vemos outro dia que dê jeito às duas.

Alguém me explica por que é que há alminhas que quando têm namorado não percebem o conceito de convite individual?
Irra!

September 8, 2009

Existem aquelas pessoas...

... de que não conseguimos recordar o apelido, por muito que nos esforcemos, aquelas de quem recordamos o primeiro nome depois de pensarmos um segundo ou dois e aquelas que nos deixaram ficar, entre tantas outras coisas mais importantes, um nome inteiro. Um dia, numa noite de trabalho, entramos num site à procura de uma informação irrelevante e cruzamo-nos com esse nome completo. E quatro palavritas das mais comuns que se podem imaginar, têm agarradas a elas uma história que volta à superfície num tempo que, de tão curto, nem se consegue contabilizar. Recordamo-nos do que sentimos há tanto tempo atrás, de quem éramos, em quem nos transformámos e do que se perdeu pelo caminho. Lembram-se sentimentos que não se repetiram, sonhos que nunca se concretizaram, rios de lágrimas e dias de sorrisos.

Quando damos conta há ali uma lágrima à espreita, porque achamos que somos fortes e sobrevivemos a tudo e mais alguma coisa, mas a pessoa que vive a partir daquele momento mantém o nosso nome, mas já não somos nós.

August 27, 2009

avizinham-se tempos difíceis...

Ele voltou a cruzar-se no meu caminho. E eu penso de mim para mim: inspira, expira... mantém uma relação profissional saudável e equilibrada. Afinal és chefe dele!
Depois ele bate à minha porta, entra, eu olho para ele, não sei se fico pálida se me transformo num pele vermelha, e só vejo aqueles olhos azuis...

Inspira, expira...

August 23, 2009

guilty pleasures

Tenho um fraquinho por música country.

August 22, 2009

eu sei que é Agosto,

que supostamente devia estar de férias e que, além de tudo isto, é fim-de-semana.

Mas a vida anda virada do avesso: tenho passado os dias a trabalhar, hoje não foi excepção; estranhamente ando sem vontade de ir à praia (cansei-me das multidões, das esperas e do muito tempo perdido), anseio pela praia em Setembro (quando já hei-de estar oficialmente a trabalhar e não hei-de ter tempo para me coçar); as noites têm estado muito frias pelos meus lados e hoje, ainda em Agosto, num sábado, são dez da noite e estou em casa rodeada de papéis, a acabar de escrever um artigo e a beber chá de menta com especiarias. E sou quase feliz assim.

August 20, 2009

post para animar a tarde cinzentona e ventosa que se instalou em Aveiro

Hoje, é dia de cinema (e de pessoas com muito bom aspecto!) ali ao lado.

Remédio santo: 10 minutos depois o sol voltou!

August 16, 2009

porque sim

August 7, 2009

trocar as voltas

Fica-se à espera que as pequenas coisas do passado se repitam. Talvez porque se assim fosse, seria mais fácil perceber o que não está à vista e antecipar pensamentos e movimentos. Depois trocam-me as voltas e eu fico sem saber em que chão assentam os meus pés. E sou tomada por uma melancolia, que não é necessariamente má ou angustiante, mas que traz associada uma calma até então desconhecida.

E porque o passado ficou lá atrás, e as atitudes não são as mesmas, mas os actores também não o são (que mesmo eu me desconheço muitas vezes), sigo o rumo que bem me apetece e pode ser que sem intencionalidade os nossos caminhos se cruzem, e se tal não acontecer nem adianta perder tempo a reflectir nos porquês, ou a voltar atrás e mudar de rumo, que o meu caminho é este, seja o teu qual for.

August 5, 2009

estratégia desesperada para tentar encontrar o edredão desaparecido:

Comprei uma colcha nova!

Cá p'ra mim ele vai ficar roidinho de ciúmes e vai dar sinal de vida!

o grito do Ipiranga

Há dois meses livrei-me finalmente da agora ex-orientadora que me infernizava a vida, me mantinha isolada numa bolha intransponível e que tinha a capacidade de me roubar qualquer réstea de gosto pelo trabalho que fazia. Em dois meses envolvi-me em mais projectos do que durante todo o tempo em que trabalhei com ela (correcção: para ela) e, por coincidência ou não, a vida pessoal revelou-se também bem mais feliz.

Sou capaz de ter uma vida pessoal miserável, passar pelo pior, e isso não afectar o meu lado profissional. No entanto sou incapaz do inverso. E vejo-o hoje claramente. Maldita mulher que me infernizou a vida durante tanto tempo. Felizmente a fase de submissão e escravatura acabou. Também é por isso que esta semana tenho saído da universidade sempre depois das 8 da noite e, apesar de mais morta que viva, não me importar absolutamente nada com isso.

Ainda sem férias (e sem grandes perspectivas de as vir a ter), mas a saborear os pedacinhos todos da nova vida profissional (e da pessoal também).

July 29, 2009

e assim começou o meu Verão

Ela: Ele é inteligente?
Eu: Muito.
Ela: Ele é bonito?
Eu: Não.
Ela: Tendo em conta o teu historial, reúne as duas condições essenciais para lhe caíres aos pés. Ah Ah Ah
Eu (rodando os olhinhos): É que nem sei do que estás falar... fiu fiu fiu