July 3, 2009

faltam 2 semanas para as férias,

e vá lá saber-se porquê, mal começo a sentir o cheiro a maresia no ar, pinto as unhas de azul!

Ontem comprei um verniz azul lindo de morrer e hoje escolhi a roupa em função da cor das unhinhas! Caiam-me em cima, quero lá saber, mas quando o cansaço é maior que eu, sabe-me muito, mesmo muito bem ser fútil.

o psicopata

Há uns bons meses, ficou mesmo à minha frente na fila para o almoço. Não me lembro bem do conteúdo da minha conversa, sei que não faria corar as pedras da calçada, mas que lhes provocaria um sorriso maroto. A conversa brejeira despertou-lhe o interesse e eu não estranhei. Achei naturais as orelhas esticadas na minha direcção e os olhos que as seguiam. Mas depois vieram mais almoços no mesmo sítio, e mesmo quando a distância era grande, os olhos iam sempre na mesma direcção. Depois o café também começou a ser tomado no mesmo sítio, e os olhares insistentes também ali se mantinham. Meses e meses assim. Olhares que se foram tornando mais teimosos ao longo do tempo. Olhos que que olham porque estou, mas que, ao mesmo tempo, olham como se não estivesse, ignorando o mal-estar provocado por tamanha insistência. Olhares de alto a baixo repetidamente, e mudanças de trajectória quando repara que estou no lado oposto da sala. Hoje quando dei conta estava sentado exactamente nas minhas costas com aquele olhar de carneiro mal morto.

Medo, muito medo.

Se eu desaparecer, já sabem a razão.

June 30, 2009

pronto, pronto, há outros homens perfeitos...

... este, por exemplo.

Coisa mailinda.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Soube hoje que em Setembro vou à Eslovénia... e à Áustria. Parece que depois da tempestade vem mesmo a bonança. Mas agora dava mesmo jeito era que viessem as férias...

(ainda a) recordar Genebra



Então, mas só tiraste fotos ao lago?
Também tenho algumas com as griffes eternas, tipo Louis Vuitton e afins (ser mulher também é tirar fotos parvas deste género), mas estas são incomparavelmente mais interessantes e a cheirar a férias...

June 29, 2009

o homem perfeito existe?

Oh, oh! Existe e está aqui... 

Muitos suspiros...

quero adormecer e acordar daqui a 3 semanas

Faltam 3 semanas para poder desligar o 'on' e ficar em serviços mínimos por uns dias: respirar, dormir e comer. Mainada. Nunca tive um meio ano profissional tão complicado como este. Chego a Junho a achar que chego a Novembro. Agora a questão que se coloca é:
- Como é que eu vou sobreviver durante estas 3 semanas que faltam? A minha velocidade de raciocínio oscila entre o devagar, o devagarinho e o parado.

Coisas boas dos últimos dias: finalmente recebi o primeiro ordenado no emprego novo. Nunca pensei dizer isto de sorriso nos lábios, mas a verdade é que estou contente por voltar a fazer descontos. Vou voltar a preencher irs, oh yeahhhh! A vida é bela. Para quem não me entende: experimentem ser bolseiros de investigação científica durante 8 anos e depois falamos. Para comemorar fui comprar uma mala, fofinha fofinha e em saldos. E umas sandálias gladiador, que as 3 semanas que se seguem serão uma verdadeira luta e uma mulher tem que estar preparada! Afinal a vida é quase perfeita, só faltam mesmo as feriazitas...

June 23, 2009

(parece que voltei ao meu estado normal... que de normal tem muito pouco)

Eu sei que não é de bom tom dizer isto, mas é a verdade: cheguei no sábado e a mala ainda ali está por arrumar e com duas ou três coisas lá dentro. Como se não me apetecesse arrumar a semana que passou, como se não me apetecesse voltar a pôr tudo no lugar, porque houve peças que saíram do sítio e já não vão voltar para lá. E eu conheço-me bem, e já sei que não adianta achar que tudo vai voltar ao sítio original, porque o desequílibro se instalou momentaneamente, e tendo sido um quase-nada, foi muito mais que isso. Porque sem querer, querendo, dei comigo a não ser capaz de ficar sossegada e serena e, ingenuamente, a achar que mal mudasse a paisagem voltaria a ser a pessoa de há uma semana atrás.

e foi assim...



memórias da chocolândia

A verdade é que apesar de ter encontrado a rua do inferno e a rua do purgatório, e da rua do paraíso me ter passado completamente ao lado (será que existe?), a viagem não foi necessariamente má. Eu é que tenho tendência para o exagero e quando me cruzei com as duas placas não resisti a rir-me do acaso.

Aparte um pequeno pormenor (importante, mas apenas um pormenor no meio de tantas pessoas, conversas e de tanta animação), a viagem correu bem. Correu mais do que bem. E depois de ter regressado mais me pareceu que foi boa e deixou saudades. E isto das saudades tem muito que se lhe diga. Porque quando menos esperava dei comigo a ter pensamentos (sentimentos?) de adolescente e, ao mesmo tempo, a rir-me da minha eterna apetência para me deixar impressionar pelo impossível. 'É a vida!', encolho os ombros, sorrio e sigo em direcção à estação, sozinha e feliz por estar me sentir viva. Mais tarde, já num solo que fala uma língua diferente, dou comigo a sentir falta das viagens de uma hora que duravam 5 minutos, dos atrasos que por acaso nos punham lado a lado, dos toques ocasionais porque o espaço de vez em quando encolhia, da linguagem em código, das conversas surreais com três línguas misturadas e dos olhares sorridentes.

Sou um caso perdido, é o que é.

June 22, 2009

aqui é que eu estava bem (estou tão, mas tão cansada)


June 21, 2009

à beira-lago (mar, rio, whatever, seja o que for desde que meta água) sinto-me sempre em casa


June 20, 2009

então, a viagem foi boa?


June 13, 2009

Estás viva?

Estou viva e de boa saúde. O humor já teve dias melhores, mas não se pode ter tudo.

Então e o que é que hoje te fez aparecer no blog?

Sabem aquelas alturas em que temos várias tarefas para concluir, e como não nos apetece nada fazer do que tem que ser feito, inventamos tudo e mais alguma coisa para protelar as obrigações? Estou num desses momentos, os dedos das duas mãos não chegam para enumerar tudo o que tenho para fazer e, no entanto, o que é que estou a fazer? A escrever um post perfeitamente desnecessário e inútil...

Então e novidades?

6 meses depois assinei o contrato do novo emprego. Achei que a partir de dia 1 tinha sossego e uma vida tranquila, no que ao trabalho dizia respeito. Sim, escrevi 'achei'... Enganei-me redondamente. Num dia assino o contrato, no outro tenho aquela alminha que continua a trabalhar comigo a dar-me cabo da paciência... Breathe in, breathe out...

Na próxima semana vou para a Suíça, na companhia... da tal alminha... Fiz de tudo para não ir, mas vou ter mesmo que ir. Talvez uns calmantes ajudem a solucionar a situação.

Vou ter um jantar de gala num castelo suíço. Finalmente tenho tudo: vestido, carteirinha e sandálias lindas... lindas e com 12 cm de salto. Deus me ajude a manter a dignidade e a postura.

Parece que ontem me saíram 28 euros no euromilhões. Tem que se começar por algum lado, certo?

May 12, 2009

hoje é feriado em Aveiro,

eu estou em Aveiro,
e vocês não!

:-P

May 11, 2009

é karma, só pode ser karma!

Isto é acaso que merece digestão demorada, daí que só umas boas semanas depois aqui aparece a referência à coincidência (ou não, ou não!).

Depois de ter tido um namorado com hábitos pouco comuns (e já tiveste algum namorado com hábitos normais? errr, pois que agora pensando nisso... devo ter apetência para o bizarro, é o que é), eis que durante o meu 'O meu blog dava um programa de rádio' me deparo com a musiquinha 'Get on your boots'... O que eu me ri. Tenho cá para mim que os senhores da Comercial têm é muito sentido de humor...

May 6, 2009

depois da aula de spinning e de ginástica localizada de hoje,

prometo solenemente que não torno a:
- comer chocolate;
- aproximar-me de natas;
- pôr queijo, supostamente para gratinar, na sopa (sem comentários, por favor);
- comer crepes doces a abarrotar de chantilly e creme.

Sempre que a tentação se tentar apoderar de mim, basta lembrar-me do que sofri hoje, e... adeus tentação.

May 5, 2009

por amor da santa...

Eu pergunto natural e inocentemente 'Como estás?' ou 'Tudo bem?', à espera de um mero e irrelevante 'Sim!', 'Tudo ok' ou outra variante qualquer, que não significa nada e nada incomoda. E em troca recebo um rol de queixas, dores, doencinhas e achaques e dou comigo a pensar que para ouvir alguém a queixar-se das maleitas hiperbolizadas e imaginárias, prefiro fazer voluntariado num lar de 3ª idade, que sempre faço uma boa acção a quem a merece.

Haja paciência, homens de 30 anos a queixarem-se como se fossem velhos (e são, e são), a esperarem que quem os ouve lhes responda qualquer coisa do género 'Coitadinho, tão doentinho... O joelhinho dói muito? A cabecinha está melhor? E a rotulazinha?' Ó meus amigos, até podem ter sorte com outras pessoas, mas comigo não. Lamento, mas eu não sou vossa mãezinha, que deve ser a única pessoa a conseguir aturar estas mariquices.

bahh

- Ah, estavas toda animada por estar calor e teres ido p'ra praia? E estavas a preparar-te para hoje à tarde voltares à praia?
- Então toma lá uma alergia ao protector solar.
- Grrrr... Posso coçar com as unhinhas, posso?

May 4, 2009

o calor e eu

O calor faz-me renascer. No Inverno sobrevivo, mal o calor dá sinal de si é ver-me voltar à vida. 

Já tinha decidido que ontem não ia para a praia. Domingo não é um bom dia para rumar ao areal, todos têm o mesmo pensamento e eu sou avessa a confusões. Estava eu, qual fada do lar, a arrumar a casa, quando decido abrir a janela para sacudir um lençol. Bom... sentir o calor a tocar-me nos bracinhos, foi o mesmo que ouvir o mar a dizer 'vem ter comigo'. E eu, menina obediente, fui. Deixei a casa por arrumar, era quase hora de almoço, deixei o almoço por fazer. Peguei num iogurte, numa banana e numa uva, peguei no livro, vesti o bikini e rumei à praia. 

Andava zangada com a máquina fotográfica, reconciliei-me; andava sem vontade de escrever, voltou. 

E é também nesta altura que vir trabalhar começa a ser doloroso, porque o que me apetece mesmo é pegar nos papéis, nos livros e nos artigos, e ir trabalhar para a praia.

May 3, 2009

era mesmo disto que eu estava a precisar


o que mais me agrada nos domingos

Acordar com calma e poder tomar um pequeno-almoço em sossego, enquanto vou pondo a leitura em dia.

Dêem-me isto nos outros dias da semana e eu serei, com toda a certeza, uma pessoa mais feliz.

de mim...

Na altura ele começou a ir à piscina e eu, por arrasto, comecei a ir às mesmas horas. Não ia nadar, que deambular pela piscina sem destino e sem objectivos (sempre tive muita dificuldade em fazer fosse o que fosse sem ter um objectivo bem definido, mas isto dava pano para mangas e é outra conversa) era coisa que não me agradava. Por insistência alheia e porque concordava que me fazia bem fazer exercício, comecei a ir à hidroginástica. Houve duas razões que me mantiveram naquela piscina durante um ano: i) paguei o ano inteiro de aulas de uma só vez, e sentia-me mal comigo própria se faltasse; ii) ele ia nadar à mesma hora que eu e, basicamente, pegava em mim debaixo do braço, metia-me no carro e depositava-me na piscina antes que eu tivesse tempo de dizer que naquele dia não me apetecia.

Nunca me apetecia, esta é a verdade. Ia sem vontade. Mesmo com as duas razões apontadas ali atrás, de vez em quando, inventava uma gripe, uma dor de cabeça, um mal-estar imaginário, e escapava-me. Não gostava da piscina, não gostava das minhas colegas, não gostava das músicas. Lembro-me claramente de um dia em que estava a gostar mesmo da música e dos exercícios. Enquanto eu pulava e rodava deliciada, alguém pedia encarecidamente ao professor que mudasse a música, que aquilo não tinha jeito nenhum e que ninguém gostava daquela canção. E eu percebi que não pertencia ali. Nunca me consegui ligar às colegas de turma. Eram elas e eu. Na verdade, acho que nunca me esforcei por gostar delas, mas se há esforço, o 'gostar' deixa de o ser, não será? 

Seguiu-se um ano sem tempo para nada, nem para mim quanto mais para a hidroginástica. Um alívio, no que a isso diz respeito. Tinha-se acabado o suplício de terças e quintas ao fim da tarde. Aliás, foi um ano em que muita coisa acabou: terminaram as aulas de hidro e terminou a pessoa que me tinha arrastado para lá. 

Assim que voltei a ter vida, que é como quem diz tempo para mim, decidi que precisava de me voltar a mexer. Estranho, muito estranho, para quem sempre fugiu à Educação Física, para quem aproveitava cada ida ao médico para tentar arranjar um atestado que significasse a salvação daquele suplício maldito (nem o dentista escapou!). Melhor aluna da turma, dada a números e a letras, mas com pouca apetência para saltos e corridas, uma geek em potencial. Desta vez sem ser arrastada por ninguém, porque me apetecia, porque sentia falta. Fui a ginásios e fui ao spa. Achei que os ginásios era demasiado exigentes para mim, voltei à hidroginástica, agora num sítio que me agradava, com pessoas com quem me identificava. E descobri que afinal gostava daquilo: a primeira a chegar, para nadar antes da aula, a última a sair, para fazer tudo aquilo a que tinha direito.

Na semana passada, além das aulas habituais, fui experimentar ginástica localizada (abdominais, abdominais, abdominais, aiiii) e spinning (duplo aiiii). No dia a seguir à aula estava fresca como uma alface, dois dias depois estava à beira da incapacidade. Qualquer espirro ou risada me recordava que tinha músculos em todo o corpo que estiveram adormecidos mais de 30 anos. Tudo, tudo me doía, nem o pescoço escapou. Completamente entrevadinha!

Apesar do panorama ser assustador, vou passar a ir mais uma vez por semana ao spa, para fazer esta aulinha. A hidroginástica é muito gira e relaxante, mas a verdade é que não comporta um desafio, e chegar ao fim da aula de spinning a transpirar em bica, tem o seu quê de interessante. Diz-me uma amiga, que começou assim, e que quando deu conta ia todos os dias ao ginásio, e que se pudesse passava lá o dia todo. Minha cara, nem tanto, nem tanto! Se bem que...

Isto tudo para dizer que com a idade, ou à medida que vou crescendo (expressão mais bonitinha), dou comigo a colmatar falhas antigas (ou nem tanto), e a tentar fazer coisas com as quais antes não me sentia bem, nem me identificava. O que me parece mais curioso, é que estas tentativas de fazer algo diferente do que seria de esperar, dada a história de vida, não surgem como imposições, mas antes com uma naturalidade inesperada. Uma forma de ficar mais perto do equilíbro (isto soa muito zen, mas não é nada disso!), quem sabe. Não, não estou só a falar de ginástica...

April 20, 2009

19:20

E eu ainda no gabinete.

Muito trabalho?

Não, ficou mesmo tudo prontinho ontem. Hoje apenas o habitual.
Não me apetece ir para casa. A sala está em estado de sítio e não me apetece arrumar. Pensando bem, a empregada vem na próxima quarta, e parece-me possível coabitar com os despojos de guerra até lá. É só estar atenta, ter cuidadinho e não me sentar em cima de nada especialmente desconfortável, ou andar descalça e pisar o equivalente a alguma mina. Se conseguir desimpedir um sofá, talvez consiga viver até quarta no antro revolvido pelo furacão durante o fim-de-semana. Assim como assim, mal chegue a casa, hei-de esticar-me algures, dormir como um bebé, e de olhos fechados a desarrumação não se vê.

00:40

Finalmente acabado!

Já devia ter aprendido, já devia saber que quando se tem meses para fazer uma tarefa qualquer, não é por acaso que temos esse prazo... Deixar tudo para o último fim-de-semana não é uma boa estratégia. Porém, é a que funciona comigo e eu prefiro ter um fim-de-semana infernal e ter o resto do prazo de boa vida.

Ora, é meia noite e quarenta e um e eu olho em redor e assusto-me: o chão da sala mal se vê, tal é a quantidade de papelada espalhada pelo chão, um dos sofás está atulhado de almofadas e o outro tem para aí uns 40 centímetros livres (livres não, é onde eu estou sentadinha), porque eu meu redor reinam livros, artigos, dossiers, dicionários e afins. A mesa está igualmente irreconhecível, só eu sei que debaixo daquele monte de livros, folhas soltas, folhas agrafas, rascunhos e versões quase finais, habita uma mesa (já tiveste melhor utilização noutros tempos, mesa, é a vida!...). Num dos cantinhos dois livros que eu estou mortinha por ler (amanhã digo-vos quais são, a não perder) e passei o fim-de-semana sem lhes poder tocar, porque tive que escrever... bom, na verdade, tive que escrever uma coisa que me deu muito gozo... o pior é mesmo esta tradição de deixar tudo para a última hora.

Estou cansada, morta de fome, a precisar de um fim-de-semana a sério, e parece que amanhã às 9 da manhã vou estar a dar aulas.

Pronto, vou ali ao lado descansar os olhinhos por 30 segundos, que depois disso hei-de ficar bem-dispostinha e cheia de energia para a semana. Afinal já só faltam 5 dias para o próximo fim-de-semana...

April 9, 2009

momento fada do lar

Encontrei a receita para fazer folar na máquina de fazer pão no Natal (fora de tempo, como sempre). Introduzi ligeiras alterações e desde essa altura já foi feito várias vezes. Aqui fica (mais uma hora e tenho folar cá em casa!):

- 2 dl de leite morno
- 125 gr de manteiga
- 4 ovos
- 1 colher café sal
- 2 colheres café canela
- 2 colheres café erva doce
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 600 gr de farinha
- 1,5 colher café de fermento

April 5, 2009

o que não se deseja nem ao pior inimigo

Ter um festival de gaitas à porta.

Não riam, não pensem que estou a inventar ou a exagerar. Passei sábado e domingo a ouvir gaitas de foles. Acordei com as gaitas a tocar e adormeci com as gaitas a tocar. Dois dias inteirinhos... As minhas janelas são duplas, mas o som estridente das gaitas é persistente e fininho, e não há sítio por onde não se infiltre.

Preciso de silêncio, muito silêncio.

April 3, 2009

post só pra elas

Ah, se não tiverem nada para fazer, e se precisarem de um motivo para um sorriso (suspiro), um conselho de amiga: aqui. É recente, mas promete!

E agora sim... férias!

O meu blog dava um programa de rádio...

... este fim-de-semana.


sábado: 21-22 horas; domingo: 9-10 horas

Assim tipo celebração de início de férias!

A ver vamos como a coisa corre, já que o começo não foi brilhante, comigo a dizer à Ana Margarida (produtora) que ela se tinha enganado no número! Já vos contei algumas das minhas aventuras telefónicas. Um caso perdido, é o que eu sou!

E agora... férias, descanso e não fazer nada de nada!...

March 24, 2009

coisas de gaja

O mau humor com que ando tem um lado positivo: a minha colecção de carteiras tem crescido a olhos vistos.
Tenho que extravasar para algum lado, enquanto for assim não é mau de todo.

A propósito, já viram a colecção nova da Nice Things? Ai que tentação... (e eu ando a resistir tão, mas tão mal... humpfff)
E as pecinhas novas da Lanidor? O Verão é a minha perdição, é o que é...

a mania de ser diferente

Atravessei o Inverno todo sem que o vírus da gripe se aproximasse de mim. Chegou a Primavera, andam todos felizes e sorridentes e eu... bem... eu ando sem voz, a fungar e com o nariz vermelho (quase a parecer o Rodolfo, a rena).

March 23, 2009

mesmo a precisar de férias...

Forte, inflexível, cubo de gelo... mas há pessoas e situações com as quais é especialmente difícil lidar e, mesmo sem querer, o corpo e o espírito ressentem-se:
- fui meter gasóleo e... meti gasolina;
- acordei totalmente afónica, sem razão aparente.

Sim, como previa, já me arrependi, e muito.


March 10, 2009

manga curta, sapatinhos de plástico e bom humor

Agora é esperar que o bom tempo se mantenha até domingo que eu já combinei ir à praia em muito boa companhia.

Ah, o bem que o sol e o calor me fazem!

inspira, expira

O lado bom* de trabalhar com alguém incompetente, cínico, desequilibrado e genuinamente mau, é ter um exemplo perfeito e completo de tudo o que eu não quero ser daqui a 30 anos. Como, mas como é que alguém consegue reunir tantos defeitos num só corpinho?

*português que é português procura sempre um lado bom em tudo...

É a Primavera a chegar,



e as Melissa a saírem à rua.

February 27, 2009

^^

A semana teve 2 dias e meio, e eu dou comigo a desesperar pelo fim-de-semana como se tivesse trabalhado 15 dias seguidos. Estes dias solarengos lembram-me o Verão e as férias, é que é. Não havendo praia para já, há piscina daqui a uma hora. Não há cansaço, aborrecimento e mau feitio que não desapareçam mal entro naquela piscina de água morna.

February 22, 2009

- Oh mulher, mas tu só gostas de filmes infelizes?

- Que é que eu hei-de fazer se os filmes cor-de-rosa e fofinhos me aborrecem?

Dos últimos que vi e de que gostei tanto, mas tanto mesmo; daqueles que me deixaram a pensar, em que me revi, e em que revi outros; daqueles que me fazem perguntar 'Como é que eu não tinha visto isto antes?'; daqueles que reflectem a minha forma cínica actual de ver (viver?) as relações:



isto é bem capaz de ser efeito da década começada por 3

Aos meus olhos, o William Fichtner é bem mais interessante que o Wentworth Miller.

February 14, 2009

das escolhas

Tal como tinha calculado há uns tempos, tive possibilidade de optar. Três empregos à escolha e a decisão que à partida poderia parecer muito simples, não o foi. E, depois de esta semana ter dito o segundo 'Não', muitas vezes me tenho questionado sobre a escolha feita. Espero não me vir a arrepender, mas calculo que isso vai acontecer... e bem depressa.

Enfim, a ver vamos.

February 8, 2009

adenda ao post ali de baixo, depois de ter visto o 'The reader'

Entre o Revolutionary Road e o The Reader, o meu coração balança.

February 7, 2009

semana de trabalho e cinema

Não sei se foi por o ter visto numa semana em que os factores dominantes foram o cansaço e a falta de paciência, se foi mesmo pelo tipo de filme (parece-me que será um misto dos dois), mas dei por mim a olhar várias vezes para o relógio, e a bocejar aqui e ali enquanto via o Benjamin Button. A verdade é que este não é o meu tipo de filme. Fiquei presa à fotografia, mas pouco mais que isso. Pelo contrário, o Revolutionary Road entranhou-se por todos os meus poros. Hoje não resisti e comprei o livro. Não me lembro de alguma vez ter lido um livro depois de ter visto o filme correspondente. Vamos ver como corre a experiência.

Ainda na linha dos fins-de-semana anteriores, ontem vi o 'Janela Secreta' de que, provavelmente por lacuna cultural minha, nunca tinha ouvido falar. Vou calar os comentários ao actor principal, o filme é mesmo bom! Os 'meus' filmes não têm que ser necessariamente negros, mas têm que ter um lado sombrio. Não gosto de finais serenos e finais cor-de-rosa (o pink do blog tem o seu quê de irónico...), gosto de ser surpreendida, rendo-me a ironias subtis e a humores negros.

February 3, 2009

.

Ontem (depois de um mês que parece meio ano) dei comigo a não conseguir ouvir quem devia e a só conseguir pensar 'Respira, não fales, que se tentas falar vais chorar, que se soltas uma lágrima vem a torrente toda atrás, e numa reunião de trabalho é capaz de não ser muito apropriado'. Quando finalmente consegui e pude abrir a boca, saiu-me a voz num tom que não reconheço. Engoli em seco vezes sem conta e não consegui dizer o que queria porque tentar falar iria ser sinónimo de chorar.

Eu, apelidada de cubo de gelo por vários (o masculino não é casual), também tenho os meus limites, e há momentos em que uma palavra aparentemente sem grande significado, traz todas as emoções e sentimentos reprimidos à tona. Depois respira-se fundo, pensa-se que se pode chorar no duche, que aí todas as águas se misturam, e segue-se para a próxima reunião.

[o post não é sobre amores ou desamores, é mesmo sobre trabalho]

February 1, 2009

cor

Vivia cá em casa, feliz e contente, até que, há dias, a matei. E como é que fiz isso? Liguei-a sem água lá dentro. Estou cada vez mais cabeça no ar. A substituta já chegou, manteve-se a forma, mudou-se a decoração.


Ora, para não fazer a viagem de França até cá sozinha, com ela veio esta dama de companhia. Ahhh, a vontade que eu tenho de limpar tudo quanto é janela cá de casa! (e eu que nem tenho nada de fada do lar!)


(imagens daqui)

Ontem não engoli um sapo,

engoli um panda com as unhas bem afiadas, e o raio do bicho continua a não querer descer pela minha garganta apertada. Patada para aqui, unhada para ali, a coisa é tão grave que me parece que os movimentos resultantes de uma difícil deglutição se vêem do lado de fora, e nem é preciso ser um observador atento.

Soluções para isto não há, a não ser pôr os dedinhos na garganta e soltar o bicharoco. Soltar-me mais a mim que ao bicho, na verdade. Como este não é o momento para soluções drásticas, contento-me com um placebo: vou comprar uns sapatos e já cá volto.

January 31, 2009

*

Os poucos que sabem da história, das poucas vezes que falo nele, torcem o nariz como se nem sequer devesse tocar no assunto. Que foi muito mau, que era um canalha, deixa-o estar arrumadinho lá bem atrás que não te faz falta nenhuma e não é bom pensar nestas coisas. Quem viveu o bom, o mau, o infinitamente bom e o inacreditavelmente mau fui eu. Agradeço as boas intenções, mas eu (já) sei tomar conta de mim e dos meus sentimentos. Se num momento de raiva e desespero cortei com tudo o que me ligava àquele passado foi porque, na altura, foi a melhor solução que encontrei. Penso que a única mesmo, para me manter uma pessoa saudável e seguir em frente.

Na altura nem se punha a questão do avançar, punha-se a questão do sobreviver. Sim, porque eu convenci-me que ia morrer de amor. Era uma romântica curável. Ou se calhar ainda sou, e é por isso que hoje não me contento com sentimentos menores ou invenções de sentimentos, ou sentimentos forjados para parecer bem aos outros. Ou bem que sinto o coração a explodir ou bem que não vale a pena. Esta mania de ser de extremos persegue-me desde a infância, achei que depois da adolescência, já pessoa crescida, atingiria o meio termo, mas ele nunca chegou. Ainda me esforcei durante uns tempos, depois deixei de tentar. Sou como sou, e sou bem, pelo menos aos meus olhos.

Quando achei que a sobrevivência estava garantida, pude voltar a olhar para trás, sem receios de recaídas ou de mais lágrimas a querer saltar pelos olhos. Quando se consegue voltar ao sítio onde a cicatriz foi feita, sem sentimentos de fúria, está-se curado. E pode-se lá regressar quantas vezes quisermos. O passado não se apaga, pode-se tentar esquecer durante o tempo necessário para se lidar bem com ele, podem-se ocupar os pensamentos e o corpo para não se pensar no que se quer esquecer. Mas, passado esse tempo, continua lá quase tudo, à espera de ser revisitado. Umas vezes consciente, outras inconscientemente.

Isto tudo porque numa semana particularmente exigente, em que as horas de sono têm sido poucas e o cansaço me ocupa mais do que outra coisa qualquer, quem me entrou pelos sonhos adentro não foram aqueles que todos comentam como 'Foi uma pena não ter dado certo', foi o 'Acho que nem devias perder tempo a falar nele'.

January 30, 2009

Atenção meninas!

Este moçoilo promete!

tem usb? eu quero!

De há uns tempos para cá transformei-me numa amante de gadgets. Tudo quanto tem uma porta usb, parece que se vira para mim, faz um daqueles sorrisos sedutores, me pisca o olho e eu fico rendida. Pronto, tudo tudo também não, mas além de leitores de mp3 e outras mariquices que tais, Rosinha tem 4 computadores (com francas possibilidades de passarem para cinco nos próximos tempos): 2 portáteis - um Mac, que é a aquisição mais recente, e um Vaio, muito pink, como não podia deixar de ser! - e dois computadores de secretária.

Ora, e com o que é que me cruzei há poucos minutos? Com este objecto de prazer cor-de-rosa que se pode carregar através de usb! Coisa mailinda!

January 27, 2009

ainda sobre as parecenças entre as estrelas...

É impressão minha ou a Kate Moennig e o Ville Valo são... parecidos?


(trabalhar muito tempo seguido [nem à ginástica fui, por aqui se vê que a coisa está mesmo complicada e o prazo cada vez mais curto] dá-me para ver coisas absurdas, é o que é!)

ainda os resquícios do Natal

Nunca mais resmungar por receber uma vela ou um sabonete horroroso numa troca de prendas. Hoje soube de alguém a quem calhou uma bíblia.

January 23, 2009

porque a vida tem coincidências curiosas que nos levam até pessoas que valem mesmo a pena

- Mas onde é que o conheceste? Aveiro? Lisboa?
- Não...
- Ah, ele é de Braga, não é? Foi lá?
- Não... foi num avião algures entre Portugal e Macau...
- Hum?

da mudança dos tempos

Hoje, as minhas colegas de trabalho amigas passaram horas no youtube a ver o Obama a dançar. Riram uma ou outra vez. E suspiraram vezes sem conta.